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Glossário Publicado em Atualizado em

Regulamento do IBS (Resolução CGIBS nº 6/2026)

A Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026, é o Regulamento do IBS (RIBS): ato do Comitê Gestor do IBS que regulamenta o Imposto sobre Bens e Serviços em 617 artigos, com base na LC 214/2025 e na LC 227/2026. Vale desde a publicação, com efeitos escalonados: cadastro e documento fiscal desde 1º de agosto de 2026, parte dos artigos em 1º de janeiro de 2027 e outra parte em 1º de janeiro de 2029 (art. 617, na redação da Resolução CGIBS nº 13/2026).

Também aparece como: Regulamento do IBS; Resolução CGIBS 6/2026; RIBS; regulamento do imposto sobre bens e serviços.

Texto oficial, data e alterações

A Resolução CGIBS nº 6, de 30 de abril de 2026, é o Regulamento do IBS (RIBS). Tem 617 artigos em três livros: o Livro I traz as normas comuns ao IBS e à CBS, o Livro II as normas específicas do IBS e o Livro III as disposições finais. O texto oficial é publicado só em PDF, na página de regulamentos do Comitê Gestor do IBS; não há versão consolidada oficial em HTML.

Até 23 de setembro de 2026 houve uma única alteração: a Resolução CGIBS nº 13, de 22 de julho de 2026, que mudou apenas o art. 617, sobre produção de efeitos. As Resoluções CGIBS nº 14, 15 e 16 tratam de financiamento, orçamento e documentos fiscais e não alteram o regulamento.

O calendário de efeitos do art. 617: a maior parte vale desde a publicação; o cadastro e o art. 112 (documento fiscal) desde 1º de agosto de 2026; os arts. 245 a 250, 252 a 258, 515, 525 e 526 a partir de 1º de janeiro de 2027, assim como o cadastro e o documento fiscal da pessoa física contribuinte, do nanoempreendedor, do produtor rural e do transportador autônomo de cargas (RIBS, art. 617, IV, na redação da Resolução CGIBS nº 13/2026); e os arts. 517, 518, 520 a 522, 528, 529, 532 a 564 e 615 a partir de 1º de janeiro de 2029.

O que a Resolução CGIBS 6/2026 regulamenta

Normas comuns ao IBS e à CBS (Livro I, arts. 2 a 466): hipóteses de incidência, imunidades, momento do fato gerador, local da operação, base de cálculo, alíquotas e sujeição passiva, além do IBS nas importações (a partir do art. 65) e nas exportações (a partir do art. 90).

Obrigações acessórias: o cadastro com identificação única relativo ao IBS e à CBS (a partir do art. 104) e o documento fiscal eletrônico (a partir do art. 112).

Cesta básica nacional de alimentos (art. 199), regimes diferenciados, com reduções de 30%, de 60% e a zero das alíquotas (a partir do art. 200), e regimes específicos, como combustíveis, serviços financeiros, planos de saúde, bens imóveis, cooperativas e SAF (a partir do art. 259).

Zona Franca de Manaus e áreas de livre comércio (a partir do art. 432), compras governamentais (art. 439), consulta sobre a legislação (art. 444) e harmonização do IBS e da CBS (art. 451).

Normas específicas do IBS (Livro II, arts. 467 a 616): alíquotas e créditos presumidos, ressarcimento (art. 486), devolução personalizada ou cashback (art. 489), devolução ao turista estrangeiro (art. 513), administração do IBS, com fiscalização e penalidades (art. 565), e a transição (art. 596).

Disposições finais (Livro III, art. 617) sobre vigência e produção de efeitos, e os anexos, como as taxas anuais de depreciação (Anexo I) e os bens fabricados na ZFM com 100% de crédito presumido (Anexo V).

Por que é resolução, e não decreto

A CBS é tributo federal e seu regulamento veio por decreto do Poder Executivo, o Decreto nº 12.955, de 29 de abril de 2026. O IBS é de competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios, e por isso quem o regulamenta é o Comitê Gestor do IBS, por resolução.

Os dois regulamentos foram publicados praticamente ao mesmo tempo e seguem a mesma arquitetura, dividida em três livros, o que permite leitura comparada quando a dúvida recai sobre norma comum aos dois tributos.

Vigência não é o mesmo que produção de efeitos

O regulamento entrou em vigor na data da publicação, mas parte de seus dispositivos tem produção de efeitos diferida, com calendário próprio. Esse calendário é alterável por resoluções posteriores do próprio Comitê.

Foi o que ocorreu em 22 de julho de 2026: a Resolução CGIBS nº 13/2026 adiou para 1º de janeiro de 2027 dispositivos relativos a pessoas físicas contribuintes e produtores rurais, alinhando o Regulamento do IBS ao Decreto nº 13.075/2026. Citar o regulamento sem conferir os atos posteriores é fonte previsível de erro.

Impacto para a administração municipal

É o texto onde a prefeitura encontra o detalhamento operacional que a lei complementar não dá: cadastro, documento fiscal, local da operação e obrigações acessórias. Deve ser consultado sempre na versão vigente no repositório do CGIBS, com registro da data de consulta.

Fontes oficiais consultadas

Confirme o texto integral na fonte oficial antes de usar em decisão administrativa.